"A história não lida não é uma história"

Ursula LeGuin

Opinião

Mauro Ferreira, G1
Mauro Ferreira, G1

"O livro já se inclui instantaneamente entre os títulos realmente relevantes da bibliografia musical brasileira"

Sobre "A história incompleta de Miriam Batucada", de Ricardo Santhiago

Rodrigo Lauriano Soares, ArtCultura
Rodrigo Lauriano Soares, ArtCultura

"O trabalho traz a sonoridade de tempos acirrados e de esperança, de disputas entre um futuro revolucionário e um liberal, de embates entre modernidade e tradição"

Sobre "Do folclore à militância", de Tânia da Costa Garcia

Jackeline Albuquerque da Rocha, Anômalas
Jackeline Albuquerque da Rocha, Anômalas

"É um marco e deixa marca em seus leitores. Mostra que há diversas temáticas LGBTQIA+ sendo discutidas e muitas outras ainda esperando para serem apresentadas à historiografia"

Sobre "Clio sai do armário", de Benito Bisso Schmidt, Elias Veras e Rita de Cássia Colaço

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Pedagogia da incompetência - Fernando Cássio

R$75,00
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Título: Pedagogia da incompetência: Negacionismo, evidências e experimentos empresariais na educação pública
Autor: Fernando Cássio
Ano: 2026
ISBN: 978-65-86903-60-7
Formato: 20 x 25 cm
Páginas: 280

 

VALOR ESPECIAL DE PRÉ-VENDA, COM 30% DE DESCONTO, ATÉ 22 DE MAIO DE 2026.
POSTAGENS A PARTIR DE 30 DE MAIO.

 

Sinopse _

Uma ideia simples, mas profundamente subversiva, atravessa este livro: os reformadores empresariais da educação são incompetentes. É o que Fernando Cássio — um dos analistas mais argutos da política educacional brasileira, que combina estudos sólidos com uma vocalidade pública energética e incisiva — demonstra em 40 textos que recobrem o período de 2020 a 2025. Ele desmonta a imagem de neutralidade técnica que sustenta as principais reformas do período e revela políticas marcadas por improvisação, arrogância, experimentalismo irresponsável e desprezo pela escola pública real. Ao examinar a reforma do ensino médio, as avaliações em larga escala, a plataformização do ensino e o uso interessado das “evidências”, Cássio expõe os interesses, as contradições e os fracassos que estruturam essas agendas. Ao recusar a naturalização do retrocesso, reafirma neste livro a possibilidade de reimaginar a política educacional a partir do direito à educação.

 

_ Sumário _ 

Apresentação e agradecimentos

Introdução: Pedagogia da incompetência

 

PARTE I – O ENSINO MÉDIO ENTRE REFORMAS

  • Ensino médio nem-nem
  • O dualismo educacional de cada um
  • O desmonte do ensino médio já está acontecendo
  • Itinerário do sono
  • Gentileza e autocontenção
  • Uma revolução educacional sem professores
  • De saída, governo tucano chantageia professores
  • Revogar a reforma significa voltar ao “velho” ensino médio?
  • “Rever” a reforma do ensino médio é o mesmo que nada
  • O engodo profissionalizante do Novo Ensino Médio
  • Fiadores bilionários da reforma procuram velhos culpados
  • A reforma da reforma do ensino médio
  • Mudança no ensino médio pode validar trabalho infantil como aula
  • A reforma e seus eufemismos
  • “Reforma da reforma” é sancionada sem festa
  • O ensino médio nem-nem se avista novamente no horizonte
  • A pauta do ensino médio não está superada

PARTE II – NUNCA É HORA DE FAZER O JOGO DA DIREITA

  • A derrota eleitoral de Bolsonaro é só o começo
  • Empresários golpeiam a formação docente pela segunda vez
  • Fanáticos do tecnossolucionismo
  • “PPP do Tarcísio” é a antessala de uma derrota muito maior
  • Escolas, mesmo privadas, não são lugar da Brasil Paralelo
  • Ajuste fiscal e incentivos individuais na educação
  • A plataformização do ensino público paulista é um desastre
  • A burla como resistência e como sintoma
  • O atalho para inflar o desempenho de São Paulo no Ideb
  • Governo paulista desmonta avaliação, mas radicaliza accountability
  • Aprovação automática e a corrida pelo Ideb
  • Uma semana, duas reorganizações
  • “Autonomia” para humilhar professores

PARTE III – NEGACIONISMO, “EVIDÊNCIAS” & MERCADO

  • Sair da negação e defender a escola pública
  • A roleta-russa da abertura das escolas
  • Como rebaixar o debate público sobre a reabertura das escolas?
  • Geração perdida? A culpa não é da pandemia
  • O movimento “social” que quer reabrir escolas públicas
  • Doria produz a mais trágica versão de escola aberta
  • Negacionismo disfarçado
  • Ao obrigar aula presencial em SP, governo paulista acha que coronavírus não infecta ninguém na escola
  • Governo de São Paulo desuniversaliza acesso à escola pública
  • O que já era ruim, ficou pior

Referências

Índice remissivo

 

 

Sobre o autor _

FERNANDO CÁSSIO é cientista e educador. É professor do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação (EDA) da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), onde também atua no Programa de Pós-Graduação em Educação. Integra a Rede Escola Pública e Universidade (REPU), a Articulação contra o Ultraconservadorismo na Educação e o Comitê Diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Além de livros, notas técnicas, artigos e outros textos acadêmicos, escreve regularmente para públicos mais amplos, por acreditar firmemente que prepostos de bilionários não podem monopolizar o debate público sobre educação (em verdade, sobre nada) neste país.